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As irmãs Otalora: Uma fé mais forte do que tragédias

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Eu sou da Colômbia
e tenho cinco irmãs.
Meus pais me ensinaram
a verdade
quando eu era bem nova.
A gente era bem envolvido
no serviço de Jeová.
Meu pai vivia a verdade.
Ele não só estava
na verdade,
ele vivia a verdade;
e sempre nos incentivou
a fazer o mesmo.
Era o nosso costume:
sempre ler o texto
antes de ir para a escola.
Isso era essencial.
A gente até podia
se atrasar para escola,
mas nunca saía de casa
sem ler o texto.
A nossa família
era bem grande,
mas nunca faltava
na reunião.
Só a gente
ocupava duas fileiras.
Ele sempre
se preocupou muito
com o bem-estar dos irmãos.
Ele sempre foi
muito acessível
e muito hospitaleiro,
e a nossa mãe também.
Ele tinha o costume
de convidar os estudantes
da Bíblia e os irmãos
para nossa casa.
Eu lembro dele fechando
a porta da cozinha,
colocando uma música
e preparando uma comida
maravilhosa.
Ele gostava de deixar
tudo alegre,
que a gente se divertisse,
principalmente,
quando a gente estava
junto em família.
Ele dava o que cada uma
de nós precisava e gostava.
Nosso pai
nos levava para passear
nos finais de semana,
depois das reuniões,
depois do campo.
Foi um privilégio
ter um pai assim.
Anh...Naquele dia,
eu lembro que a gente
estava em casa.
Ele ia colocar o carro
na garagem,
quando alguns homens armados
se aproximaram do carro
e ameaçaram o meu pai
e a minha mãe.
Eles tiraram meu pai
à força do carro,
porque parece que eles
queriam sequestrá-lo.
Nós ouvimos um barulho.
A gente levou um susto
e saímos correndo
“para fora”.
E a próxima coisa
que eu me lembro de ver,
foi meu pai caído no chão,
porque aqueles homens
tinham atirado nele.
E deixaram ele lá.
E eu corri, peguei ele
nos meus braços.
Anh...e levaram ele
para o hospital.
E depois de algumas horas,
ele morreu.
As últimas palavras
do meu pai foram:
“Jeová,
proteja as minhas filhas.
Cuide das minhas filhas
e da minha velhinha”,
que era minha mãe.
Minha mãe,
ela foi muito forte.
Ela deu força
para cada uma de nós.
E ela continuou
com a rotina espiritual.
Na mesma semana
que meu pai morreu,
a gente tinha reunião,
e a minha irmã mais nova
tinha uma parte.
Meu pai tinha morrido
um dia antes,
e mesmo assim,
ela fez a parte
no dia seguinte.
Na semana seguinte,
tivemos assembleia
e estávamos todas lá.
Então, a gente
queria seguir esse exemplo
que nosso pai deixou
para nós.
Foi muito difícil
e complicado.
Mas sempre colocamos
Jeová em primeiro lugar
em todas as decisões
que tomamos.
A gente sempre levou
em conta Jeová
e a lealdade que nosso pai
sempre mostrou.
Eu continuei
fazendo as coisas
como se meu pai
ainda estivesse vivo,
porque eu queria
que as minhas irmãs
continuassem na verdade.
Primeiro, eu orei a Jeová:
“Por favor, me dê ‘a paz
que ultrapassa
toda a compreensão’.”
E agora, quando surge
um problema, eu digo:
“Jeová, me ajude a continuar
tendo a paz
que o Senhor já me deu.
Não permita que isso
tire a minha paz.”
Aí, eu sinto que Jeová
me fortalece.
Eu amo muito as minhas irmãs
e tenho também muito carinho
e respeito por elas,
porque elas foram
como outras mães para mim.
Como eu tenho três irmãs
na Colômbia,
a gente sempre mantém
contato
pelo telefone ou pelo Zoom
para elas verem
como a nossa mãe está.
Nós temos parentes que não
são Testemunhas de Jeová
que queriam que algumas
das minhas irmãs
fossem morar com eles,
para que eles pudessem
cuidar delas.
Mas a gente não queria
que nossa família
fosse dividida.
Meu pai não queria isso.
Ele queria que todas nós
chegássemos juntas
ao novo mundo.
Todo o esforço dele,
toda a sua vida,
tudo o que ele fez
para Jeová
não seria em vão
só porque ele não estava
mais entre nós.
A gente nunca deixaria
isso acontecer.
Meu pai me ensinou
tantas coisas simples
sobre a criação,
sobre Jeová,
que isso me fez amar
a Jeová.
Isso foi algo que...
eu nem imaginava
o quanto isso me ajudaria
a seguir em frente depois.
Eu sempre digo que o papai
não está mais aqui,
mas ele deixou para mim
outro Pai, Jeová.
E é isso que me ajuda
a perseverar.
As últimas palavras
do meu pai foram:
“Jeová,
protege minha esposa
e as minhas filhas.”
E eu quero poder dizer
para ele:
“Pai, estamos aqui.
Estamos todas aqui.”
Conseguimos, pai!
Bom trabalho.