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As Irmãs Otalora: Uma Fé à Prova de Tragédia

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Eu sou da Colômbia e tenho cinco irmãs.
Eu conheci a verdade quando era pequena, através dos meus pais.
Tínhamos uma boa rotina espiritual.
O meu pai vivia a verdade!
Ele não estava apenas na verdade, ele vivia a verdade!
Ele queria que fizéssemos o mesmo.
Ele fazia questão que lêssemos o texto diário antes de ir para a escola.
Isso era essencial!
Nós até podíamos estar atrasadas para a escola,
mas líamos sempre o texto primeiro.
Nós éramos uma família grande, mas estávamos sempre nas reuniões.
Até enchíamos duas filas.
O meu pai estava sempre preocupado com o bem-estar dos irmãos.
Ele estava sempre disponível.
E ele e a minha mãe eram muito hospitaleiros.
Ele tinha o hábito de convidar os seus estudantes da Bíblia
e outros irmãos para a nossa casa.
Eu lembro-me que ele fechava a porta da cozinha, punha música
e fazia uma comida muito boa.
Ele gostava de manter as coisas animadas, que nós nos estivéssemos a divertir,
e mais quando estávamos em família.
Ele dava-nos tudo!
Não só o que precisávamos, mas também o que gostávamos.
Nos fins de semana, ele costumava passear connosco,
depois da reunião ou depois da pregação.
Foi tão bom ter um pai assim!
Bem, um dia, eu lembro-me que estávamos todos em casa.
E o nosso pai a guardar o carro.
E, de repente, alguns homens aproximaram-se do carro
e ameaçaram o meu pai e a minha mãe com...
metralhadoras,
para que eles saíssem do carro e para o raptarem.
Depois, ouvimos um estrondo.
Nós ficámos tão assustadas que saímos logo a correr!
A última coisa que me lembro foi ver o meu pai... estendido no chão.
Aqueles homens tinham... disparado contra o meu pai.
Eles deixaram-no ali...
e eu fui lá e peguei nele e abracei-o.
Ele ainda foi para o hospital,
mas morreu umas horas depois.
As últimas palavras do meu pai foram:
“Jeová, protege as minhas filhas!
Cuida das minhas filhas e da minha esposa!”
A minha mãe...
a minha mãe foi forte.
Ela deu-nos... deu-nos muita força.
Ela não desistiu, continuou a servir a Jeová!
Um dia depois do meu pai morrer, tínhamos reunião.
E a minha irmã Raquel tinha uma designação.
Mas, mesmo assim, ela não ficou em casa.
Decidiu ir e fez a sua parte na reunião.
Na semana a seguir, nós tínhamos assembleia
e, mesmo assim, não faltámos.
Decidimos que íamos seguir o exemplo que o nosso pai nos deixou.
A vida ficou difícil e muito complicada.
Jeová sempre veio em primeiro lugar.
Ele foi sempre a nossa prioridade.
Todas as decisões que tomámos foram baseadas no ponto de vista de Jeová.
Era isso o que o meu pai fazia!
Na altura, segui o exemplo do meu pai
e tentei manter as minhas irmãs unidas.
E tentei cuidar delas espiritualmente.
Primeiro, orei a Jeová a pedir paz –
aquela paz que está além de toda a compreensão.
E, agora, quando enfrento um desafio muito difícil, eu peço a Jeová:
“Por favor, ajuda-me a manter a paz que tu me deste!
Não permitas que este desafio a roube!”
E é aí que eu sinto a ajuda de Jeová.
Eu sou muito achegada às minhas irmãs.
Elas foram como que minhas mães.
Por isso, tenho muito carinho e respeito por elas.
Três das minhas irmãs ainda vivem na Colômbia.
Mas falamos regularmente por telefone ou por videochamada
e, assim, matam saudades da nossa mãe.
Alguns dos nossos familiares que não são Testemunhas de Jeová
queriam que as minhas irmãs fossem viver com eles.
Mas nós não queríamos que a nossa família se separasse.
Esse não era o desejo do nosso pai.
Ele queria que estivéssemos todos juntos no novo mundo a servir a Jeová.
É verdade que o meu pai já não está connosco.
Mas os esforços dele, a forma como ele levou a vida
e tudo aquilo que ele fez para Jeová não foi em vão.
O meu pai ensinou-me muitas coisas simples sobre a criação, sobre Jeová
e... isso ajudou-me a ter um grande amor por Jeová.
Depois, apercebi-me de uma coisa.
Percebi que tudo aquilo que o meu pai me ensinou ajudou-me a seguir em frente.
Por isso, eu penso:
‘Uau! O meu pai já não está aqui, mas...
eu tenho o meu Pai Jeová.’
E saber isso ajuda-me a continuar.
No paraíso, o que mais desejo é dizer-lhe:
“Pai, as tuas últimas palavras foram:
‘Jeová, a minha esposa, as minhas filhas!’
Estás a ver?
Estamos aqui! Estamos todas aqui!”
Conseguimos! Obrigada pai!