00:00:12
Quando eu andava na escola, os meus colegas achavam que nós tínhamos de aceitar00:00:16
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e apoiar o modo de vida de toda a gente, independentemente do que fosse.00:00:21
00:00:21
Os professores até nos diziam que tínhamos de apoiar00:00:23
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aqueles que tinham uma orientação sexual diferente.00:00:26
00:00:28
Quando estava no 12º ano, chegou um novo professor.00:00:32
00:00:33
Ele era diferente.00:00:34
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Ele era da capital e eu vivia numa pequena cidade.00:00:37
00:00:41
Esse professor tinha estado muitos anos na universidade00:00:44
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e não acreditava em Deus.00:00:45
00:00:46
Nas redes sociais,00:00:47
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é muito normal encontrar opiniões extremas sobre a vida das outras pessoas.00:00:52
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Eu, muitas vezes, via pessoas a atacarem as outras00:00:55
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por causa do seu estilo de vida.00:00:57
00:01:00
O professor tinha uma personalidade muito diferente.00:01:03
00:01:03
Parecia que nos atacava para nos deixar desconfortáveis.00:01:07
00:01:07
Nas aulas, ele fazia perguntas difíceis e até polémicas!00:01:11
00:01:11
Ele até nos chegou a dizer algo do género:00:01:14
00:01:14
“As pessoas desta zona não conseguem aprender nada.”00:01:17
00:01:17
Mas é claro que os alunos não reagiram bem.00:01:20
00:01:20
Alguns até se recusaram a ir às aulas dele, outros nem sequer falavam.00:01:24
00:01:26
Até me lembro de alguns dizerem: “Eu não vou falar com esse ateu.”00:01:30
00:01:30
Eu lembro-me que alguns colegas chegaram a dizer:00:01:33
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“As Testemunhas de Jeová não odeiam os homossexuais?”00:01:36
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Sinceramente,00:01:37
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parecia que muitos deles achavam que nós tínhamos um ponto de vista extremo00:01:41
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e que trataríamos mal aqueles que não estivessem de acordo connosco.00:01:45
00:01:52
Os meus pais sempre me ajudaram a ter um ponto de vista equilibrado.00:01:56
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Eles ajudaram-me a perceber00:02:01
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que, apesar de não estarmos de acordo com certos comportamentos,00:02:05
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nós não odiamos a pessoa.00:02:07
00:02:07
Aprendi muito com o exemplo da minha mãe.00:02:09
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Ela trabalhava num salão de beleza.00:02:12
00:02:12
E eu via que ela tratava muito bem os colegas dela,00:02:15
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independentemente da orientação sexual deles.00:02:18
00:02:18
Eu lembrei-me do exemplo de Jesus.00:02:20
00:02:20
Ele partilhou a mensagem com todos, não importava quem eles fossem.00:02:24
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Ele tirou tempo para falar com as pessoas, apesar de muitos não gostarem.00:02:28
00:02:31
Gosto muito do texto de Mateus 5:45.00:02:34
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Lá, diz que Jeová faz o sol levantar-se, e faz chover sobre todas as pessoas.00:02:39
00:02:40
Isto é uma prova do amor dele.00:02:42
00:02:42
Ele importa-se com as necessidades de todas as pessoas.00:02:45
00:02:45
Ao pensar no exemplo de Jesus,00:02:48
00:02:48
eu lembrei-me do que ele disse em Mateus, capítulo 7, versículo 12,00:02:51
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que devemos tratar os outros como queremos ser tratados.00:02:55
00:02:55
Isto ajudou-me a perceber como é que eu deveria tratar o meu professor,00:02:59
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e não fazer o que os meus colegas estavam a fazer.00:03:02
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Eu comecei a pensar que, se Jeová, que é o Todo-poderoso,00:03:07
00:03:07
é bondoso, carinhoso e respeita todas as pessoas,00:03:11
00:03:12
porque é que eu não sou igual?00:03:13
00:03:13
E isso inclui aquelas pessoas que fazem coisas que eu não estou de acordo.00:03:17
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Ajudar as pessoas a conhecer a Jeová é uma forma de mostrarmos amor ao próximo.00:03:22
00:03:31
No meu antigo trabalho, havia um funcionário que era homossexual,00:03:36
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e alguns dos meus colegas tratavam-no mal.00:03:39
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Mas eu não fiz isso.00:03:41
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Eu decidi tratá-lo da mesma forma que trataria outra pessoa qualquer.00:03:45
00:03:45
Eu tive a oportunidade de ter boas conversas com o meu professor,00:03:48
00:03:48
acerca da Bíblia.00:03:49
00:03:50
Ele ficou impressionado quando soube que a Bíblia falava sobre a ciência,00:03:54
00:03:54
e até quis saber mais.00:03:55
00:03:56
Um dia, esse colega veio ter comigo00:03:58
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e agradeceu-me por ser diferente e tratá-lo bem.00:04:01
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Os outros colegas até me chegaram a perguntar00:04:04
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porque é que eu estava a tratá-lo assim.00:04:06
00:04:06
Eu aproveitei a oportunidade.00:04:08
00:04:08
Expliquei que tento aplicar os princípios da Bíblia na minha vida,00:04:11
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e isso inclui a maneira como trato os outros.00:04:14
00:04:15
Dali para a frente, o meu professor mudou muito.00:04:18
00:04:18
Ele disse-me que a minha forma de ser impressionou-o00:04:21
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porque eu era o único aluno, da turma inteira, que falava com ele.00:04:25
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Graças a isso, as aulas começaram a melhorar e ele tratava bem os alunos.00:04:30
00:04:30
E, pouco a pouco, eles começaram a ir às aulas dele, outra vez.00:04:33
00:04:34
E no fim do ano, eram estas as aulas que os alunos mais gostavam.00:04:38
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Gosto de pensar na maneira como Jeová trata as pessoas,00:04:42
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e em como ele quer que todos o conheçam.00:04:45
00:04:45
E isso achega-me a ele.00:04:47
Razões Para Ter Fé – Como Devemos Tratar os Outros
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Razões Para Ter Fé – Como Devemos Tratar os Outros
Quando eu andava na escola, os meus colegas achavam que nós tínhamos de aceitar
e apoiar o modo de vida de toda a gente, independentemente do que fosse.
Os professores até nos diziam que tínhamos de apoiar
aqueles que tinham uma orientação sexual diferente.
Quando estava no 12º ano, chegou um novo professor.
Ele era diferente.
Ele era da capital e eu vivia numa pequena cidade.
Esse professor tinha estado muitos anos na universidade
e não acreditava em Deus.
Nas redes sociais,
é muito normal encontrar opiniões extremas sobre a vida das outras pessoas.
Eu, muitas vezes, via pessoas a atacarem as outras
por causa do seu estilo de vida.
O professor tinha uma personalidade muito diferente.
Parecia que nos atacava para nos deixar desconfortáveis.
Nas aulas, ele fazia perguntas difíceis e até polémicas!
Ele até nos chegou a dizer algo do género:
“As pessoas desta zona não conseguem aprender nada.”
Mas é claro que os alunos não reagiram bem.
Alguns até se recusaram a ir às aulas dele, outros nem sequer falavam.
Até me lembro de alguns dizerem: “Eu não vou falar com esse ateu.”
Eu lembro-me que alguns colegas chegaram a dizer:
“As Testemunhas de Jeová não odeiam os homossexuais?”
Sinceramente,
parecia que muitos deles achavam que nós tínhamos um ponto de vista extremo
e que trataríamos mal aqueles que não estivessem de acordo connosco.
Os meus pais sempre me ajudaram a ter um ponto de vista equilibrado.
Eles ajudaram-me a perceber
que, apesar de não estarmos de acordo com certos comportamentos,
nós não odiamos a pessoa.
Aprendi muito com o exemplo da minha mãe.
Ela trabalhava num salão de beleza.
E eu via que ela tratava muito bem os colegas dela,
independentemente da orientação sexual deles.
Eu lembrei-me do exemplo de Jesus.
Ele partilhou a mensagem com todos, não importava quem eles fossem.
Ele tirou tempo para falar com as pessoas, apesar de muitos não gostarem.
Gosto muito do texto de Mateus 5:45.
Lá, diz que Jeová faz o sol levantar-se, e faz chover sobre todas as pessoas.
Isto é uma prova do amor dele.
Ele importa-se com as necessidades de todas as pessoas.
Ao pensar no exemplo de Jesus,
eu lembrei-me do que ele disse em Mateus, capítulo 7, versículo 12,
que devemos tratar os outros como queremos ser tratados.
Isto ajudou-me a perceber como é que eu deveria tratar o meu professor,
e não fazer o que os meus colegas estavam a fazer.
Eu comecei a pensar que, se Jeová, que é o Todo-poderoso,
é bondoso, carinhoso e respeita todas as pessoas,
porque é que eu não sou igual?
E isso inclui aquelas pessoas que fazem coisas que eu não estou de acordo.
Ajudar as pessoas a conhecer a Jeová é uma forma de mostrarmos amor ao próximo.
No meu antigo trabalho, havia um funcionário que era homossexual,
e alguns dos meus colegas tratavam-no mal.
Mas eu não fiz isso.
Eu decidi tratá-lo da mesma forma que trataria outra pessoa qualquer.
Eu tive a oportunidade de ter boas conversas com o meu professor,
acerca da Bíblia.
Ele ficou impressionado quando soube que a Bíblia falava sobre a ciência,
e até quis saber mais.
Um dia, esse colega veio ter comigo
e agradeceu-me por ser diferente e tratá-lo bem.
Os outros colegas até me chegaram a perguntar
porque é que eu estava a tratá-lo assim.
Eu aproveitei a oportunidade.
Expliquei que tento aplicar os princípios da Bíblia na minha vida,
e isso inclui a maneira como trato os outros.
Dali para a frente, o meu professor mudou muito.
Ele disse-me que a minha forma de ser impressionou-o
porque eu era o único aluno, da turma inteira, que falava com ele.
Graças a isso, as aulas começaram a melhorar e ele tratava bem os alunos.
E, pouco a pouco, eles começaram a ir às aulas dele, outra vez.
E no fim do ano, eram estas as aulas que os alunos mais gostavam.
Gosto de pensar na maneira como Jeová trata as pessoas,
e em como ele quer que todos o conheçam.
E isso achega-me a ele.
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